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Bruna em 'Rebelde', Anita Amizo prefere personagens intensos


Natural do Mato Grosso do Sul, Anita mudou-se para o Rio de Janeiro para investir na carreira. Foto: Pedro Paulo Figueiredo / Carta Z/Divulgação 

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Anita Amizo sempre teve voracidade por papéis

 dramáticos. Por isso, ponderou bastante antes de aceitar 

o convite para interpretar a séria Bruna, professora de

 Educação Física na novela teenRebelde, da TV Record. 

"A minha personagem é muito do bem e sempre tenta 

disciplinar os alunos. Mas eu sempre preferi trabalhos 

mais densos e com maior carga emocional", explica a 

atriz de ascendência uruguaia

.
Só que Anita mudou sua forma de encarar a trama jovem 

ao longo do processo de gravação. "Nem imaginava a

 seriedade e a riqueza desse trabalho. Não acredito que

 o teatro seja a única e verdadeira arte. Admiro e respeito

 muito a televisão", completa.


As duras experiências pessoais foram decisivas para que

 Anita se firmasse no gênero dramático. A atriz, que,

 aos 18 anos, perdeu o pai e o irmão em um curto espaço 

de tempo, considera sua bagagem emocional mais 

completa em relação aos outros

 profissionais. "Essas perdas fazem você mergulhar

 dentro de um canal desconhecido da sua alma. E as 

pessoas que não passaram por esse drama não 

conhecem essa vivência", afirma.


Formada em Teatro pela Casa das Artes de Laranjeiras, 

a CAL, no Rio de Janeiro, Anita vê sua identificação com

 o lado dramático um ponto ao seu favor na hora de ser

 selecionada para os trabalhos. "Eu sempre consegui 

os melhores papéis porque era uma atriz que mergulhava

 no drama. E isso sempre chamou a atenção dos meus 

diretores e professores", orgulha-se.


Além disso, Anita assume que tem alguma semelhança

 física com a atriz Juliana Paes. Mas garante que, hoje, 

lida muito bem com essa característica. "No começo,

 achei que pudesse me prejudicar, mas agora até me sinto 

orgulhosa. Mas a Juliana tem características artísticas 

muito diferentes da minha", ressalta.


Apesar de inicialmente entrar em conflito com a leve

 temática da trama de Margareth Boury, a intensa rotina

 de gravação em externas, cenas ambientadas fora dos

 estúdios, foi sua maior dificuldade. "Você precisa estar 

muito focada naquele momento e ignorar todos os barulhos

 possíveis e imagináveis ao seu redor", valoriza a atriz, que 

procurou construir a personagem baseada em suas lembranças

 escolares.


Natural de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul,

 Anita mudou-se para o Rio de Janeiro em busca de

 espaço na tevê. Afinal, em sua cidade há um limitado

 mercado artístico, além de que não possuía nenhum 

contato no meio. "A cidade é pequena e as pessoas não

 têm o hábito de ir ao teatro", ressalta. Ao longo de sua 

carreira na capital fluminense, Anita fez diversas 

participações em programas da TV Globo, como Pé

 na Jaca e Malhação, e tentou ingressar no cinema.


Em 2008, após ficar entre as cinco finalistas para 

interpretar a protagonista Bruna Surfistinha, no filme O 

Doce Veneno do Escorpião, a atriz não aguentou a 

decepção em mais uma escalação frustrada e decidiu

 voltar para sua cidade natal. "Foi um processo de

 muita luta e desgaste. Eu derrubei 2500 atrizes e não 

fui selecionada. Fiquei muito para baixo e resolvi voltar

 a dar aulas de teatro na minha cidade", lembra a Anita,

 que nesse período escreveu e dirigiu duas peças em 

Campo Grande.


No tempo em que permaneceu na capital 

sul-mato-grossense, a atriz fez parte da companhia de

 teatro Mercado Cênico e viajou o país com a peça Entre

 Quatro Paredes, de Jean-Paul Sartre, até ser chamada 

para integrar o elenco de Rebelde, no começo do ano passado.


Filha de uma bailarina de dança árabe, desde pequena

 recebeu uma influência muito forte da mãe. Eu convivia

 com aquele estilo de dança direto. Voluntariamente fui

 me encantando e me especializando. Mas passo também 

pelo jazz, tango e flamenco, aponta.


Atualmente, Anita mantém o foco na carreira de atriz. 

Mas não deixa de considerar a dança como um ótimo

 exercício físico e psicológico. 

"Quem dança não precisa fazer muita coisa. Porque

 além de fazer bem para o corpo,

 faz bem para a alma", explica Anita, que estreou

 na tevê como dançarina do ventre 

na novela O Clone, de 2001, na TV Globo.

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